Lollipop Flirt

Uma nova maneira de conquistar.

Metodologia

dreamSobre o meu tratamento, bom, pra mim só existe um jeito de conter uma paixonite aguda. E qual é? Simples: desenvolver outra.

Existe a paixonite aguda comum, ela tem todos os sintomas que já discorri anteriormente. Mas existem também mais dois tipos de paixonite que vencem a primeira sob muitos aspectos. Um deles é a paixonite crônica, que evolui, toma conta de tudo, asfixia e se transforma em amor. Neste ponto não há mais escapatória e ela não deixará o enfermo com a mesma facilidade e, com certeza, deixará marcas. Como este não é o meu quadro médico, resta-me discorrer sobre o terceiro tipo: a paixonite fictícia.

Considero este o tipo mais tranquilo, contanto que não se tranforme em paixonite aguda fictícia ou, pior, paixonite crônica fictícia. Do que se trata? Bom, algo muito comum: a paixão por um objeto de afeição que não existe. Pode ser um personagem de filme, de livro, um ator, um cantor, uma figura inalcansável cuja personalidade nós bordamos em nossa própria mente como se fosse algo imaculado, perfeito.

Neste caso a paixonite se torna um vício, quase uma obsessão, uma compulsão todas as coisas ligadas ao objeto. Não se consegue esquecer nem por um minuto de suas características, pois, uma vez que ele não existe em nosso mundo, temos que imaginá-lo, então seu mundo passa a ser a nossa cabeça e, assim, seu mundo passa a ser nosso mundo. Confuso, não?

O que tento explicar é que, uma vez que não temos que ver o objeto de afeto ou tocá-lo para acreditar que ele está e ficarmos felizes; a influência dele é muito mais elevada. Pois a qualquer momento, qualquer imagem mental é suficiente para alterar a nossa saúde mental.

E podemos vê-lo quando quisermos e ele fará o que sonharmos. Antes que se perceba estamos vivendo em mundo totalmente irreal e pessoal. E a vida real? Ela não será tão boa quanto os devaneios. E é aí que está a simplicidade e o desafio da paixonite fictícia. Você passa a perder o interesse nas suas atividades diárias, pq o prazer do devaneio é muito mais intenso.

Foi assim que me curei da minha paixonite aguda, desenvolvi um quadro seríssimo de paixonite fictícia. Claro, não largo a minha vida real solta por aí, após anos de experiência com esses ataques de doenças variadas, aprendi a controlar o grau que atinge cada vírus. Mas o fato é: eu amo sonhar. E é realmente uma tentação devastadora deixar meu universo imaginário tomar conta de mim nesses momentos.

Novamente deixarei o mistério no ar. Explicarei mais tarde qual é, exatamente, o alvo de minha idolatria.

Por enquanto, deixem-me sonhar.

Fim de Tratamento

healTirei férias. Pode-se dizer assim. Aproveitei o feriado para não pensar em nada relacionado a relacionamentos. Não passei perto do computador. Ignorei a existência da tecnologia. Praticamente. Não 100%, claro.

E minha paixonite a cada dia que passa perde mais forças. Já não gastos os meus dias pensando nisso. Já não sinto pontadas no meu subconsciente. Já não tenho o torpor febril dos sonhos com ele. Já não vomito palavras a seu respeito. E nem tenho feridas para cuidar, após sua rejeição.

Essa é a verdadeira magia da paixonite aguda. Ela deixa o nosso corpo e nossa mente com a mesma intensidade e rapidez com que chegou. Magia? Bom, eu considero assim. Pra mim as paixonites são verdadeiramente intrigantes, instigantes e… fascinantes. Sim. Fascinantes.

Aprecio o modo como elas nos fazem alcançar as estrelas por pessoas que muitas vezes nem notaríamos. Elas podem mudar a nossa vida, nos fazer enchergar tudo de outro jeito. Renovar pensamentos, criar novas crenças. E dar vida a nossa vida. Claro, elas têm o seu perigo. Não nego.

Existe o abismo que estamos sempre circundando, pendendo a cair. A vertigem. A inquietude. O vazio repentino. E muitas vezes até a escuridão. Mas paixão se vive assim. Intensamente. Curta. Momentânea. Mas ardente e viva.

Assim, como uma virose, minha Paixonite, mesmo sendo aguda, esvaiu-se. Me sinto como nova. Curada. Pronta pra outra.

Enquanto isso, aproveito o momento de alívio do final de mais uma grande paixonite. A conclusão que posso chegar neste momento é que, realmente, não há cura para uma paixonite aguda; mas há tratamento. E o meu acaba de chegar ao fim. Como? Explico no próximo post. 

Um novelo e um gato.

Cat and YarnSou uma seguidora de Freud. Sim. Não sou formada em psicologia, estudei muito pouco sobre o assunto, sei o mínimo. Mas o mínimo que sei já me basta pra analisar excessivamente a minha vida e de quem convive comigo. Digamos que convivi com Freud por longos anos, fui criada segundo Freud e, bom, alguma coisa dele deve correr nos meus neurônios. As vezes sou conselheira, amiga, carrasca, bandida. Mas a psicologia sempre está lá. Freud é o cara. Louco. Sim. Mas O cara.

Parei para analisar a minha paixonite do momento. Ela me eleva ao mais enérgico estado de espiríto e, em seguida, me rebaixa ao mais dogmático inferno humano. Exageros a parte. Sempre há o equilíbrio. Sempre acreditei nisso. Eu tenho um termômetro interno que está constantemente equilibrando e equivalendo tudo que eu sinto. Freud explicaria isso? Talvez…

Posso dizer com certeza que após um dia de alegrias sem fim, êxtase, euforia e felicidade, muita felicidade sou amaldiçoada por uma sequência de um ou dois dias de profunda inércia, melancolia e isolamento. Por que? Bom, simplesmente equilíbrio emocional. Não me peça pra explicar ou pra colocar nas palavras de algum pensador famoso. Isso é natural. Pode ser coisa da minha cabeça, mas aí (agora posso colocar psicologia) posso afirmar que o poder da mente sobre nossa vida é algo infinito e indefinível.

O poder da mente. Não daquele jeito imaginário e fantasioso. Mas o poder do nosso psicológico sobre nós mesmo. Isso é, realmente, algo incrível. Fico impressionada com histórias sobre pessoas que se recuperam de doenças gravíssimas só com a força do pensamento positivo e da vontade de viver. E mais ainda daquelas que mesmo tendo apenas uma simples nausea ou gripe podem desfalecer devido à falta de coragem para superar ou da fraqueza frente aos infortúnios.

 Onde eu pretendo chegar com esses relatos desconexos e sem sentido? Bem, nesse momento estou apenas a discorrer sobre os meus credos e filosofias de vida. Mas após todo esse momento de reflexão, acredito que entrarei em ação de alguma forma. Decidi a um tempo atrás que tomaria estes dias para refletir. Não tomaria atitude alguma contra ou a favor da minha paixonite aguda. Não a cutucaria e nem sequer pensaria nela em si, apenas no que está a sua volta.

E daí? Bom, pensar é o primeiro passo. Já consigo enchergar o porquê disso tudo ter surgido. Mas como? Como posso conseguir nomear isso se a patologia dizia que Paixonite não tem porquê e nem pra quê. Claro, ela não tem razão de existir no universo, no mundo ou na vida; mas dentro de nós sempre há uma razão pra tudo. Não que seja uma razão absoluta, mas é o que nós gostamos de acreditar. O ser humano não se entende bem com coisas que não tem motivo, fundamento ou embasamento científico. Então o que ele faz? Ele inventa um. Claro, inventei na minha cabeça uma razão que me conformasse sobre a existência da minha doença. E isso ajuda. Ajuda muito.

Não vou discorrer aqui sobre as coisas infundadas que criei como razões absolutas e justificativas irrefutáveis de minha paixonite. Mas limitarei a avisá-los que, por enquanto, estarei analisando a melhor forma de encerrá-la ou até concluí-la. Não sei bem aonde as linhas traçadas neste momento irão chegar, mas no próximo post poderei desanuviar o que acabei de emaranhar por aí.

Perdoem-me pelo mistério, ceticismo ou fanatismo. Pelas palavras sem sentido, pelas frases desconexas ou comentários infundados. Isso é apenas um desabafo, conforme disse anteriormente, a mente humana ainda é um mistério. Nunca corre em linha reta. Traça diversos sentidos e comentários ao mesmo tempo e, muitas vezes, sobre assuntos diferentes. Encerro tudo aqui para que eu possa organizar tudo e bordar algo com mais sentido mais tarde. Sim. 

Não estou pra títulos hoje…

Sem GraçaVoltei.

100%, 90%, 20%… 10%. É, estou muito mais pra 10%. Prazer, 10%.

Boletim de ocorrência: dia chuvoso e sem graça. Eu sou um dia chuvoso e sem graça. Ou 10%. Escolha a definição que preferir, os dois nomes são válidos. Odeio olhar pela janela e ver esse tempo horrível, mas pior do que isso é olhar pra dentro de mim mesma e ver esse mesmo tempo horrível. E sem graça. O que posso fazer se tenho uma mania estúpida de vasculhar a vida alheia?

As páginas online são uma maravilha para fofoqueiras, mexeriqueiras e curiosas de plantão. Eu me enquadro na 3ª categoria, não sou muito fã de mexericas. Piada sem graça. Sem graça.

Eu estava trocando mensagens animadas até. Animadas pra mim, agora vejo. Em paralelo ocorriam outras mensagens, talvez mais importantes do que meus breves relatos e perguntas mundanas. Suspeito. Entro na página pra ver e apenas vejo decepção. Nada como eu imaginava. Não consigo ver o que ele deixa pra ela, mas o que ela deixa pra ele apenas me leva ao mesmo dia chuvoso e sem graça.

Ontem foi o dia da facada final. Eu previa que isso poderia acontecer, mas não assim, não tão cedo, não com ela. A mensagem era simples, relativamente curta, aparentemente inofensiva para qualquer transeunte que não tivesse as mesmas intenções que as minhas. Se não fossem pelas palavras centrais, o resto das frases não faria diferença alguma no meu dia. Apenas: “Quer fazer algo essa semana?”. Apenas esta frase caracterizou o golpe final para que meu coração parasse de bater mais uma vez, não como as anteriores, mas frio, sozinho e chuvoso.

Não sei qual foi a resposta dele. Talvez eu nunca saiba. Mas simplesmente a liberdade dela poder dizer um “Quer fazer algo essa semana?” foi o suficiente para amargurar meus doces pensamentos diários. Devaneios. Nada mais do que devaneios. Agora assombrados por uma grande nuvem de mais um dia chuvoso e sem graça.

Posso ser fraca, posso ser idiota, posso ser ridícula, mas sem graça? Nunca. Não me darei por vencida ainda, afinal, ainda havia uma frase significativa na mensagem. Claro! O sol pode não aparecer, mas ele está lá, atrás das nuvens chuvosas. Apenas: “Viajo semana que vem”. Simples assim. Semana que vem o império contra-ataca. Que frase de nerd. Patética.

Um convite, preciso de um convite!

Enquanto ele não vem, curtirei os meus dias de tempestade. Não como uma criança o vê, mas como eles devem ser vistos: frios, solitários, chuvosos e sem graça.

Time Goes By So Slowly…

Clock WorkJá são 4 dias desde o ocorrido e cá estou, sem expectativas, ansiedade ou caos.

A vida se transformou em uma calmaria da noite para o dia e, uma vez que estamos oficialmente de férias, não tenho a mínima perspectiva de vê-lo mais. Isso tudo porque, assim como minha irmã fez questão de enfatizar 2 vezes, “Mas ele pegou o seu telefone, né?!” “Nããooo, irmã, ele NÃO pegou o meu telefone, já disse!”.

 Não sei se considero isso como um sinal de nunca mais (vulgo não, pra sempre) ou se julgo apenas como ele mesmo colocou em sábias palavras “Sou a pessoa mais desligada do mundo!”. Pior é que devo concordar que ele é! Haha… Mas não sei até que ponto seria a opção 1 ou 2.

De qualquer forma, apliquei a técnica do scrap no orkut e recebi o bom e velho “Vamos marcar algo nas férias”. Como se eu nunca tivesse ouvido essa antes. E antes que eu pudesse soltar um ar de desdém, veio a conhecida pausa no coração. Pois é, eu posso não ter mais expectativas, mas continuo sendo patética.

Acho que deixarei este post no ar mesmo. No próximo eu posso dizer que tivemos o melhor encontro do mundo… ou escrever sobre uma nova paixonite! Afinal, elas estão em todos os lugares e eu sempre me contagio. =P

Deixo aqui uma música que condiz com o meu momento:

“Only When I Sleep” do The Corrs.

You’re only just a dreamboat
Sailing in my head
You swim my secret oceans
Of coral blue and red

Your smell is incense burning
Your touch is silken yet
It reaches through my skin
Moving from within
Clutches at my breasts

CHORUS:
But it’s only when I sleep
See you in my dreams
Got me spinning round and round
Turning upside down

But I only hear you breathe
Somewhere in my sleep
Got me spinning round and round
Turning upside down
(Only when I sleep)

When I wake up from slumber
Your shadows disappear
Your breath is just a sea mist
Surrounding my body

I’m working through the day time
But when it’s time to rest
I’m lying in my bed
Listening to my breath
Falling from the edge

It’s only when i sleep
yeah, yeah, yeah, yeah…
It’s only when i sleep

Until the sky
Where the angels fly
I’ll never die
Higly dangerous

It’s reaches through my skin
Moving from the within
Clutches at my breats

But it’s only when i sleep
See you in my dream
Got me spinning round and round
Turning upside down

But i only hear you breathe
In the bed i lie
No needs to cry
My sleep crying
Higly dangerous

Sorriso. ‘Twas brilig, and the slithy toves…’

Cheshire CatSegunda-feira. Nesses dias sou exatamente como  Garfield: odeio segunda-feira… ¬¬’

 Mas quando paro pra pensar no fim de semana, me bate algo por dentro, não sei definir se é feliz ou triste. É algo.

Sem mais delongas, vamos voltar para sexta-feira! Coloco o vestido novo, maquiagem, amigas como consultoras de moda, sapato de salto (confortável, claro, não posso me cansar logo no começo da festa) e saio de casa no horário. Fila pra estacionar o carro e de repente minha amiga solta um som inaudível para o ouvido humano (esse é nosso sinal para ele). Eu tenho um radar natural, meu coração dispara bem na hora.

Amigos por todos os lados. Uma barraca conhecida. Mestres Graças. Gosto de tudo, mas meus olhos só procuram uma coisa. O radar está atento. Cerveja na mão, juntamos o grupinho básico de amigas e… Ele está por perto. Sempre. Para todos os lados que me viro. Ele está por perto. *sorriso*

Passamos do lado dele uma, duas, três, quatro vezes. E nada. Preciso dizer que em 90% das vezes eu fiz alguma palhaçada. Ridícula. Sou a típica personagem que sempre faz caca quando passa ao lado de quem gosta. Tropecei. Falei besteira. Fiz uma dancinha tonta. Quase cai. Ufa! Parece que ele realmente nada vê. Ufa?! Não tenho muito certeza disso.

Minhas amigas já queriam tomar as rédeas novamente. Não deixo. Hoje somos só nós dois. Sim ou não, pra sempre, lembra-se?

Hora da convenção de garotas no banheiro. Encontro alguns amigos no local das pias e começamos a bagunçar. Bagunçar mesmo. Cantar, pular, dançar e falar besteira. Sinto um cutucão nas costas. “Lia?”. Congelo. *sorriso*

Começa a sessão de cumprimentos por parte dos meus amigos. Toootalmente desnecessário. Mas eu não assimilo nada. Nunca assimilo nada quando ele está comigo. Nem sei dizer direito o que ocorreu naqueles segundos. Eu senti a mão dele alcançar a minha. Uma expressão de “Vamos sair daqui?”. Lanço um “Banheiro não, é?!”. Patético esse meu monossilabismo. Saímos juntos. *sorriso*

Fico sabendo no dia seguinte que neste momento minha amiga entra no banheiro novamente para anunciar que saí com ele. A bagunça é geral.

Não tenho palavras mais pra descrever.

E finalmente eu consigo trocar algumas palavras com sentido. Gosto de conversar com ele. Abraçar. O melhor abraço do mundo! Sim, sou tonta. E doente, claro. Paixonite aguda.

Quanto tempo ficamos lá? Não tenho idéia. Minhas amigas passaram por mim duas vezes, é tudo que eu sei. Causaram, cutucaram, gritaram. Com ele ou com elas, eu ri. Ri muito. Eu adoro rir. *sorriso*

Me chamaram pra tirar fotos, eu nunca apareço nas fotos! Resolvi ir. Péssima escolha. A festa continua por muito mais tempo, mas onde ele está?

3 figuras conhecidas me aparecem durante a noite. Como minhas amigas dizem, 3 figurinhas repetidas. Não troco mais nenhuma. Onde ele está?

Dançamos, cantamos, zuamos, damos risada. Sou abordada “Eles são seus amigos, né?! São muito engraçados!!! Adorei!”. Sim, eles são demais! Mas onde ele está?

A noite termina, volto pra casa. Um misto de felicidade e chateação. Tristeza. Não sei.

Mas onde ele está? *onde está meu sorriso?*

Paixão de Cão

Dog LoveExpectativa. Todo o meu ser se resume a apenas uma palavra hoje. Expectativa.

Passei uma semana se cão, ou melhor, acho que nem os cães já passaram por uma semana como essa! Confesso que o senso comum me faz acreditar que o meu inferno astral de todos os anos resolveu começar mais cedo desta vez. De segunda a quinta foi caos atrás de caos. E hoje: expectativa.

 Digo que minha cabeça, ou seria coração? Não sei com o que ando pensando esses dias. Aliás, eu tenho pensado esses dias? Não importa. De qualquer forma minha cabeça teve alguns desvios essa semana. Distrações. Pensamentos distantes. Dúvidas. Dúvidas? Sim, dúvidas. Todas se acabaram ontem mesmo. Seria um sinal? De quê? Tudo vai dar certo? Ou errado?

Muitas coisas têm dado errado nos últimos dias. E como toda boa fã do senso comum, sempre consulto o meu horóscopo. Nada bom.

Lembrete: baixar expectativas para hoje.

Afinal, o que ocorre hoje? Duas semanas. E daí? Festa. Será que ele vai? Será que vai estar com alguém? Será que vai se lembrar de novo de mim? Será que vai dar mancada de novo? Ou tudo vai ser diferente desta vez? Melhor talvez. Inesquecível, quem sabe?

Saí ontem com uma amiga. Missão: comprar um vestido para a festa. Para a festa? Ou pra ele? Ridículo. E se ele não for? Realmente eu sou ridícula. Mas comprei. Experimentei a loja toda. Uma? Não, quatro.

Se eu usasse o mesmo vestido da festa passada era capaz dele nem notar. Drogado. Claro, sempre esqueço desse detalhe. Eu poderia nem me vestir que era capaz dele não notar. Ele nem é tudo isso. Drogado. Mas e daí? Eu sou ridícula. Formaríamos um belo par, não?! Drogado e ridícula.

Nossa, que post mais agressivo. Chama-se mal humor, acordei com isso hoje de manhã. Talvez seja a expectativa. Talvez a semana de cão. Talvez o medo dele não aparecer. Não me notar. Na minha cabeça já nem tenho mais distrações. O que eu tenho? Expectativa? Não. A mesma imagem de uma qualquer com ele.

Hoje a noite tudo se resolve. Será sim ou não, pra sempre. As férias chegaram, será sim ou não. Pra sempre.

Lembrete: baixar expectativas pra hoje.

Colorido Pop

Pop ArtDois posts no mesmo dia? Pois é… Muita coisa aconteceu nesse fds.

Voltando dos meus dias fanfarrões (hahahaha… adoro essa palavra), tentei inutilmente esquecer a minha doença. Mas a cada dia que passava ela aumentava. Tenho um sério sintoma de paixonite, o devaneio. Ele ocupa meu dia todo se eu deixar. Posso ter devaneios sobre qualquer situação dos modos mais bizarros possíveis, com as cenas mais infundadas, os momentos mais patéticos, um colorido pop que toma conta dos meus dias de um jeito perturbador e entorpecente… E nada afirma mais a minha paixonite aguda do que os meus devaneios. Sou expert neles.

Enfim, é sexta-feira. Exatamente uma semana depois de toda essa novela. Eu apenas sabia que dali a mais uma semana nós poderíamos nos encontrar sem querer, em mais uma festa. Mas duas semanas já era muito pra quem já tinha passado uma em devaneios incessantes e incensatos.

Todos os dias ouvia minha amigas brincando comigo. “Uma semanaaaa…”, vc vai encontrá-lo e dizer “Hoje fazem duas semanaaaas!!!”. Patético isso. Se eu dissesse isso, ele sumiria porta afora. Hahahahha! Maníaca.

Mas, voltando, fazia uma semana. Minha amiga descobriu que a apresentação dos trabalhos do curso dele seriam na sexta e resolvemos ir para o bar, beber. De longe eu vi “Tem um cabelo igual…” iniciando o nervosismo. “Juro, é muito parecido de longe…”, já nervosa de verdade. “Eu não tô brincando, é ele ali. Com certeza!”, já morrendo de nervosismo. Tremedeira. Ele estava realmente lá. Com os amigos, numa rodinha com violão. Drogado. KCT.

Jurava que eu só iria tomar uma cerveja e depois fazer trabalho. Cheguei no balcão “Uma vodka com energético”. Com um amigo no balcão, a dose foi cavalar. 5min depois minha amiga estava feliz. Encontramos um amigo e lá ficamos, conversando, eu observando. Entrei no bar pra pegar mais bebida, uma cerveja. Aham. Voltei com duas doses de vodka. Passei por ele. Ele me olhou e disse oi. Nesse momento eu morri mais um pouco. Abraço. Era tudo que eu precisava pra ter certeza de que ele se lembrava.

 Iniciamos uma conversa com uma amiga dele. Bêbada. Engraçado demais. Ele disse que iria embora. O quê? Ia embora. Apenas a alguns passos do carro a minha amiga pula nele. De novo? Não consegui impedir, juro. Nem ouso repetir o que ela falou. Emabaraçoso demais. Quem liga?

Ele se aproximou. “Dei mancada de novo, não foi?”. Nesse momento pensei no que a minha amiga poderia ter dito e perguntei. Ele disse algo que eu já nem ouvi, estávamos abraçados. “Não, agora tô com muita vergonha!!!”, eu estava mesmo. “Jurava que vc estava com aquele cara”. Quem? Onde? Eu já não sabia mais nada mesmo… Novamente, perfeição. 

Boca Costurada

CoralineDepois disso não preciso muito descrever o que aconteceu. Perfeição. Ele era tão alto quanto eu apreciava, os ombros largos que me faziam sentir protegida e cada palavra que ele pronunciava me trazia uma vontade incomum de soltar risadas cada vez mais naturais.

 Adoro quem sabe me fazer rir. Adoro.

Uma garota salta na minha frente, sem figuras de linguagem, ela realmente saltou na minha frente e começou “Ele é o cara mais legal do mundo!!! Sério o cara mais legal que eu já conheci!!!”. Fico com cara de indagação. Pois eu não sei? Estou aqui por que? Mulheres são seres incompreendidos, a julgar pela atitude ela seria apenas uma garota com álcool na cabeça cujo objeto de afeto acaba de lhe ser tomado por outra. No caso, muito prazer, a outra.

Demonstrei compaixão e sai. Sai??? Como assim??? Não tente entender a cabeça de duas garotas alcoolizadas, elas se olham e se entendem, simples assim.

No último dia dessa jornada de festas, não o encontrei, pra onde ele teria ido. Dechavar maconha. Fato.

Voltei da festa e me deparei com um mural de jogos. Eu sabia onde encontrá-lo. Não dormi, me troquei e sai, com uma amiga à tiracolo, claro. Mulheres sempre andam em bando.

Algo me incomodava, o dia todo. Me seguia aonda eu fosse. Mas eu não ligava, eu nem notava, ELE estava lá. Cada movimento me conquistava mais ainda. Cada ação me fazia montar mais um bloquinho da personalidade dele. Seria montar ou imaginar?

Eu ia aonde ele fosse, sem dormir, sem comer, sem prestar atenção em nada. Segundo jogo do dia. E eu parei logo na frente dele, conversava com a minha amiga como se nada ocorresse ao meu lado. Fingimento. Meu coração batia forte e eu não tinha reação alguma, queria falar alguma coisa com ele. QUALQUER coisa. Só consegui apontar pra mão dele, machucada. Depois disso ele puxou até assunto, eu parecia um boneco retardado e costurado um sorriso terrível que não se desfazia como em Coraline. O momento acabou e voltei para a minha vidinha sem graça.

Debaixo de Chuva…

In The RainAgora é quando entramos no assunto “Tagarela”.

Por que eu comecei esse blog pessoal? E porque estou escrevendo tudo isso?

A doença começou há uma semana, exatamente uma semana atrás. Sabe aqueles dias em que tudo, absolutamente TUDO está dando errado? Aquele carinha que vc já nem gosta não te dá a mínima, o pneu furou duas vezes, vc se perdeu, está trancado do lado de fora de casa, carregando um mundo de coisas e aí começa a chover?

Pode parecer coisa de desenho animado, mas era exatamente nesta situação que eu me encontrava há uma semana.

Estava eu, parecendo um cachorro de rua, molhado de chuva, olhando para o infinito e pensando que solução a vida poderia me enviar p/ sair daquela situação. Ei-lo que surge, glorioso e formoso… haha… Okay, sem essa, estou numa onda sarcástica hoje. Cof cof… Voltando… Olho pra porta na minha frente e lá está ele. Não ele, ELE. Lindo? Perfeito? Magnânimo? Não… Aquele cara. Despojado, desarrumado, jeito de mamãe não liga pra mim, cabelos negros despenteados (aquele bem Strokes, eu amo cabelo Strokes) e com um nariz protuberante. Putz, tudo isso?! Pois é, tudo isso que eu sempre ignorei por aí, naquele momento, me pareceu perfeito.

Estava num cavalo branco, com certeza! Não. Por incrível que pareça o objeto de minha afeição passava aqueles intensos minutos que o observei apenas… dechavando um punhado de maconha.

Romântico, não? Eu nem liguei…

Minha amiga fez algum comentário pra ele, chegou a ajudá-lo até, pelo pouco que me lembro. Ela nem estava lá, pra mim era só ELE. Fiquei paralisada, quase um congelamento momentâneo. Meu coração parou. E as portas de casa se abriram. Nos separamos para todo o sempre.

Mais um diaNo dia seguinte, melhor, na noite. Festa. Estamos todos em clima de álcool. Álcool? Sim. Até demais. Bateu-me aquela vontade de aproveitar a vida, fazer tudo que eu tinha vontade como se não houvesse amanhã. Era o álcool? Não. Ele está por perto. Em todos os momentos que me viro, ele está lá. Podia rodar meu olhar por todo salão, ele sempre voltava para o meu campo de visão.

Uma amiga lança um comentário sobre ele, não, não justamente sobre ele… A festa está cheia, por que justo ele?

No instante que me virei avistei um amigo em comum. Era tudo que precisávamos. Não nasci pra concorrência, nem para deslealdade, sou assim mesmo. Me apaixonei por ele antes, mas apreciei o seu sorriso em silêncio e agora sofria as conseqüências. Me apaixonei? Não importa. Chamei o amigo em comum de lado e propus que ele apresenta-se as duas. Como eu disse, não nasci pra deslealdade. Minha amiga diz não querer, se nega. O amigo riu-se, também negou, alegou não saber o nome do conhecido. Não ligo. O que importa é que não preciso ser desleal.

A festa continua a nossa volta. Ele sempre perto. E num breve momento, ele passa por nós; uma amiga meio feliz também passa e faz uma oferta “Quer mais uma bebida?”. Não, eu quero ELE. Não tenho mais controle dos meus reflexos. A amiga riu-se também, “O nariz dele é estranho, mas tudo bem!”. Ela se aproxima dele. Ele se aproxima de mim. 

Seu nome. Finalmente eu sei o seu nome.


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